Brazil
February 10, 2012
Intercâmbio de experiências em trabalhos conjuntos relacionados à seleção de materiais de tomate e pimentão, resistentes a fungos e nematoides adaptados às condições locais, foi o objetivo da visita técnica a Cuba dos pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) Jadir Borges e Ailton Reis, de 04 a 13 de dezembro último. As atividades desenvolvidas nesse período foram compartilhadas com pesquisadores do Instituto de Pesquisas em Horticultura Liliana Dimitrova (IIHDL), e configuram mais uma etapa do Acordo Básico de Cooperação Técnica celebrado entre os governos brasileiro e cubano em 2011.
As ações empreendidas naquele país fazem parte do projeto de melhoramento “Transferência de metodologias para a combinação de resistências aos isolados de begomovírus, tospovírus e nematoides em genótipos de tomate com qualidade agronômica desejável”, liderados pelo pesquisador Leonardo Boiteux, e são financiadas pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores. “Entre outras atribuições, a nossa ida a Cuba visou colaborar com pesquisadores do IIHDL na seleção de plantas de tomate e pimentão resistentes ao nematoide-das-galhas e algumas espécies de fungos”, informa Jadir.
A visita técnica também envolveu encontros com produtores rurais – um de orgânicos e dois de hortaliças convencionais- e segundo os pesquisadores as tecnologias utilizadas nas propriedades respondem satisfatoriamente às expectativas. “São normalmente os produtores que demandam a busca de novas tecnologias das instituições de pesquisa, o que os tornam bastante receptivos à validação de novos materiais”, observou Ailton. A boa vontade, segundo ele, só esbarra na escassez de mão de obra disponível e na demora de entrega dos insumos. “Esses fatores são limitantes, por exemplo, no controle de pragas e doenças”, ressaltou.
Conforme os pesquisadores, durante as conversações com integrantes do IIHDL ficou acertada, a médio prazo, a elaboração de novos projetos em áreas onde foram detectadas algumas fragilidades. Com essa perspectiva, a parceria terá uma sobrevida, reflete Jadir, para quem é extremamente importante para os dois países a continuidade dos trabalhos conjuntos, haja vista os resultados já alcançados e o intercâmbio de experiências.
“A parceria tem contribuído, por exemplo, para ajudar a pesquisa com materiais suscetíveis à mancha- de-estenfílio, considerada umas das doenças de origem fúngica mais importantes que atacam o tomateiro”, atesta Ailton, acrescentando que o projeto também prevê a contrapartida da visita dos pesquisadores a Cuba. “Em março, a Embrapa receberá a pesquisadora cubana Mayte Piñon Gomez, que volta à Unidade para mais um período de capacitação e intercâmbio.