Na ocasião, foi realizada uma enquete sobre pirataria e os participantes deram sua opinião sobre quais seriam os maiores produtores ilegais de sementes de soja em Mato Grosso.
Os presentes receberam uma cédula, na qual foram questionados se reconheciam a produção ilegal de sementes no Estado. Eles escreveram quais seriam, em sua opinião, os maiores “pirateiros” do estado. Ao final do evento, o presidente da Aprosmat, Carlos Ernesto Augustin, anunciou os “vencedores” da enquete. A lista com os nomes foi encaminhada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estava presente, para que tome as medidas de fiscalização necessárias.
O evento teve palestras do fiscal de insumos agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Silvino, apresentando esclarecimentos sobre legislação; da gerente regional da Monsanto, Suzete Ferreira; do secretário adjunto de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de MT, Alexandre Possobom; do presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de MT (Indea-MT), Guilherme Nolasco e do coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Indea-MT, Ronaldo Medeiros.
O evento também teve a presença de representantes do Conselho Estadual das Associações de Revendas de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (Cearpa-MT) e da Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov).
Ronaldo Medeiros anunciou uma importante ação que está sendo encaminhada pelo estado, que solicitou ao Mapa adesão ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e, em breve, após autorização, o Indea-MT passará a ter o direito de fiscalizar o uso de sementes e mudas. Com a adesão, o número de fiscais para a atividade terá um enorme incremento, saindo de aproximadamente 8 profissionais para até 100 em campo.
A Monsanto reforçou que o sistema de remuneração e cobrança de royalties está funcionando perfeitamente neste momento e que 100% das tradings farão a cobrança adequada e testes nas cargas entregues. “Se o produtor chegar até a entrega do grão e não tiver comprado semente certificada e nem tiver pago pela tecnologia, com toda certeza ele sofrerá descontos”, alertou a gerente regional da Monsanto.
Segundo o presidente da Aprosmat, as ações pontuais da justiça contra cobrança da tecnologia na entrega do grão não se sustentam e não conseguem impedir a continuidade do sistema de remuneração.
“O sistema de remuneração é o que garante ao agricultor o lançamento de novas tecnologias, sementes com maior produtividade e o desenvolvimento de toda a cadeia da soja”, reforçou Suzete.
Carlos Augustin também afirmou que é importante discutir penalidades não só para quem produz semente ilegal, mas, ainda, para quem compra e usa essas sementes, pois esta também é uma prática criminosa, além de poder trazer riscos e prejuízos à lavoura.
Para o vice-presidente da ABRASS, Jorge Soares, que participou do evento, iniciativas como a da Aprosmat, de propagação de informação e conhecimento, são muitos válidas e auxiliam no trabalho de valorização da semente certificada.
O “Dia Aberto a Esclarecimentos” foi realizado no auditório do edifício Clóvis Vettorato, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.