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Mapa avalia ferrugem da soja em Primavera do Leste
Brazil
July 21, 2005

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem intensificado o monitoramento da ferrugem da soja na região de Primavera do Leste. A cidade é um dos locais onde a doença atingiu os índices mais preocupantes de danos na safra 2004/05. Há relatos de produtores que chegaram a fazer sete aplicações de fungicidas para o controle da doença, elevando significativamente o custo de produção.

A gravidade da doença na safra de verão está associada ao fato de a região ter grandes áreas de soja cultivada sob sistema de irrigação no inverno.  O assunto é o destaque desta quinta-feira, 21 de julho, do Sistema de Alerta de safra, editado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Soja (Londrina - PR), em sua página na internet (http://www.cnpso.embrapa.br/alerta).

De acordo com o informado pela Superintendência de Mato Grosso (SFA/MT), a última inspeção das lavouras da região ocorreu entre os dias 13 a 15 de julho. Dentre os pivôs inicialmente inspecionados, foi constatado um número reduzido de pivôs com cultivos de soja em relação ao ano passado.

Dos 65 pivôs centrais visitados, apenas 23 (36%) estão com  soja, sendo que praticamente todos são campos registrados para produção de sementes. “A maior parte dos cultivos estão na fase de pré-florescimento e, praticamente, não foi detectada a presença de ferrugem nas lavouras”, destaca Wanderlei Dias Guerra, fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e coordenador da Comissão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV/MT).

O Coordenador da CDSV/MT acredita que a redução da área cultivada com soja ocorreu devido aos bons preços do feijão (que responde por 26% dos pivôs inspecionados) no mercado, entre outros fatores. Durante a visita técnica do MAPA à região, também foram coletadas amostras de plantas daninhas que podem servir de hospedeiras para a ferrugem, bem como inspecionados dezenas de campos onde se cultivou soja na safra normal, com vistas a se verificar a ocorrência e a situação fisiológica/fitossanitária das plantas de soja voluntárias ou tigüeras.

Essas amostras serão avaliadas por um laboratório credenciado e pela Comissão de Defesa Agropecuária do estado do Mato Grosso, ambos integrantes do Consórcio Anti Ferrugem, que é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o apoio técnico da Embrapa Soja, entre outras instituições.

Paralelamente ao trabalho de acompanhamento das lavouras, os técnicos do Ministério estão fiscalizando e acompanhando os demais campos com plantio de soja grão também irrigados, inclusive onde há produção de soja transgênica, para evitar que grãos sejam comercializados como “sementes”, o que estaria infringindo a legislação federal de sementes e mudas.

Outra observação realizada por Wanderlei indica que as plantas voluntárias teriam pouca influência como fonte de disseminação da ferrugem, principalmente em áreas onde se plantou milheto no inverno. As poucas plantas que foram observadas acabaram morrendo com a seca do inverno e as que restaram possuem pouca área foliar, os grãos estão mal formados, o que reduz a chance de uma nova germinação antes da próxima safra e, praticamente, não há constatação de ferrugem.

Os trabalhos de monitoramento no estado do Mato Grosso terão continuidade durante toda a entressafra e se estenderão até o plantio da safra normal. O objetivo é ter um levantamento detalhado, com base em  informações de caráter técnico-científico para se respaldar uma possível regulamentação do plantio de soja na entressafra.

Para a pesquisadora da Embrapa Soja, Claudia Godoy, é importante que produtores e técnicos da região continuem realizando o monitoramento da ferrugem. A continuidade de produção de soja favorece a multiplicação do fungo. “A doença ocorre no país há quatro anos e o que temos observado é que nas regiões onde há continuidade no plantio durante o inverno, a ferrugem asiática tem aparecido cada vez mais cedo e com maior severidade na safra de verão”, explica Claudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja. Mais informações no Sistema de Alerta, no endereço http://www.cnpso.embrapa.br/alerta.

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